A Medicina Tradicional Chinesa, “velha” de mais de 4 mil anos, é muito provavelmente, não apenas a mais antiga das medicinas, mas também a que mais tem sido praticada ao longo da História da Humanidade. A obra Huang Di Nei Jing (O Clássico de Medicina Interna do Imperador Amarelo), compilado entre 475 a.C. e 25 d.C., mas escrito e publicado anteriormente, entre 777-221 a.C., relata em forma de conversa entre o Imperador e o seu médico, os primeiros conhecimentos escritos sobre Medicina Chinesa. Sábia e experimentada, a MTC tem dado, ao longo dos séculos, provas de uma eficácia que ultrapassa com frequência o próprio entendimento da Ciência, sendo por isso mesmo objecto de interesse e estudo, por grande número de cientistas e médicos de todo o mundo moderno. No séc. XVI, altura em que os Portugueses fizeram as primeiras incursões até aos mares da China, deram-se os primeiros contactos entre o mundo ocidental e a Medicina Chinesa. Existem anotações sobre o “hábito bizarro” dos chineses nunca beberem água fria, mas sempre infusões de plantas. Não era por acaso que o faziam, a água ingerida dessa forma, pelo simples facto de ser fervida, prevenia e impedia os Chineses de contrair cólera ou febre tifóide, ao contrário dos Portugueses que atingidos por essas doenças, morriam. Esta atitude “bizarra” seria hoje classificada como uma medida de prevenção pela Medicina Científica, que só tardiamente acordou para o princípio “melhor que curar é prevenir”. No
início dos anos 70, após uma viagem de Nixon à China,
a comitiva que o acompanhou teve oportunidade de contactar de perto com
a MTC e verificar, para espanto de muitos, as potencialidades desta Medicina
no combate à doença, quer através da Acupunctura
quer da Fitoterapia. Desde então, a MTC não mais cessou de se popularizar no Ocidente, sendo hoje aceite e utilizada por muitos milhões de pessoas do mundo ocidental. |